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A taxonomia de ativos industriais é uma estrutura de classificação que organiza ativos físicos de uma planta industrial de forma hierárquica e padronizada, permitindo identificar, agrupar e relacionar equipamentos, sistemas e componentes de maneira lógica e consistente.
A organização dos ativos é essencial para garantir controle operacional, confiabilidade dos dados e integração eficiente com sistemas como CMMS, EAM e ERP. À medida que as plantas industriais se tornam mais complexas, cresce a necessidade de uma estrutura que permita analisar ativos de forma comparável, rastreável e alinhada aos processos de manutenção e engenharia.
O problema surge quando essa classificação não existe ou é construída sem critérios claros. Estruturas inconsistentes, nomenclaturas ambíguas e hierarquias mal definidas dificultam a análise de falhas, comprometem indicadores de desempenho e reduzem a eficiência da manutenção. Isso gera dados pouco confiáveis e decisões baseadas em informações fragmentadas.
Neste artigo, você vai entender como funciona a taxonomia de ativos industriais, por que ela é importante para a gestão e a manutenção, e de que forma uma hierarquia de ativos bem estruturada pode evitar erros comuns e melhorar a qualidade dos dados industriais.
Por que a taxonomia de ativos industriais é necessária?
A gestão de ativos industriais vai além do simples cadastro de equipamentos. Em ambientes industriais complexos, é essencial contar com uma estrutura hierárquica de ativos que permita organizar, relacionar e analisar equipamentos de forma padronizada e consistente.
Sem uma hierarquia de ativos bem definida, áreas como manutenção, engenharia e operações tendem a classificar equipamentos de maneira diferente. Isso compromete a organização de equipamentos, gera inconsistências nos registros e dificulta análises comparativas entre ativos semelhantes. Como consequência, os dados perdem confiabilidade e limitam a avaliação do desempenho operacional.
A taxonomia de equipamentos atua como um modelo lógico que padroniza a classificação de equipamentos industriais, criando um entendimento comum entre manutenção, engenharia, operações e sistemas corporativos.
Com esse modelo de ativos industriais, torna-se possível agrupar equipamentos por função, tipo ou sistema, facilitando a consolidação de indicadores e a leitura correta dos dados operacionais.
Além disso, CMMS, EAM e ERP só entregam valor quando os ativos estão organizados em uma taxonomia coerente. Uma estrutura hierárquica de ativos bem definida garante que ordens de serviço, históricos de falhas e custos de manutenção estejam corretamente associados aos equipamentos certos.
Assim, a taxonomia de ativos industriais deixa de ser apenas organizacional e passa a ser um elemento estrutural para confiabilidade dos dados, eficiência da manutenção e evolução da gestão de ativos.
Como funciona a hierarquia na taxonomia de ativos industriais
Na prática, a hierarquia na taxonomia de ativos industriais é composta por níveis bem definidos, que permitem decompor a planta em partes menores e analisáveis. Esses níveis organizam os ativos de forma progressiva, facilitando o controle, a análise e a comparação entre estruturas semelhantes.
Normalmente, a hierarquia de ativos industriais parte da unidade ou planta, avança para áreas e sistemas, e se aprofunda em equipamentos, subconjuntos e componentes. Essa estrutura hierárquica de ativos garante que cada item esteja corretamente contextualizado dentro do processo produtivo ao qual pertence.
Um ponto essencial é a definição dos critérios de classificação. A classificação de ativos industriais pode seguir uma lógica física, funcional ou de processo. Em ambientes industriais mais maduros, a organização de ativos industriais combina esses critérios para atender tanto às necessidades da manutenção quanto às análises de desempenho e confiabilidade.
Quando bem construída, a hierarquia de equipamentos industriais permite agrupar ativos equivalentes, comparar indicadores entre sistemas semelhantes e analisar falhas com maior precisão. Isso reduz distorções nos dados e melhora a consistência das informações registradas nos sistemas de gestão.
Qual a diferença entre taxonomia de ativos, classificação, codificação e tagueamento
Embora esses termos sejam usados como sinônimos no dia a dia industrial, taxonomia, classificação, codificação e tagueamento cumprem papéis distintos na gestão de ativos. Entender essa diferença evita estruturas confusas e problemas na análise de dados.
A taxonomia define a estrutura lógica e hierárquica dos ativos. Ela estabelece como ativos, sistemas e componentes se relacionam dentro da planta, servindo como base para organização, análise e padronização das informações.
A classificação atua dentro dessa estrutura. Ela agrupa ativos com características comuns, como função, tipo ou aplicação. Enquanto a taxonomia organiza o “mapa” dos ativos, a classificação define categorias dentro desse mapa.
A codificação é o elemento técnico que identifica cada ativo de forma única. Códigos seguem regras específicas para evitar duplicidade e facilitar o registro nos sistemas. Diferente da taxonomia, a codificação não explica relações, apenas identifica.
Já o tagueamento é a rotulagem operacional do ativo, geralmente usada para identificação física ou referência rápida em campo e nos sistemas. Tags ajudam na localização e rastreabilidade, mas não substituem uma estrutura taxonômica.
Em síntese, a taxonomia estrutura, a classificação agrupa, a codificação identifica e o tagueamento referencia. Quando esses conceitos são bem definidos e usados de forma complementar, a gestão de ativos se torna mais consistente e confiável.
Como a taxonomia de ativos industriais impacta a manutenção e a confiabilidade?
A forma como a manutenção é planejada, executada e analisada sofre influência direta da taxonomia de ativos industriais. Quando os ativos estão organizados em uma estrutura hierárquica consistente, as informações de falhas, intervenções e custos passam a refletir corretamente a realidade operacional.
Na manutenção, a classificação de ativos industriais permite agrupar equipamentos semelhantes e aplicar planos de manutenção padronizados. Isso facilita a definição de estratégias, evita tratamentos genéricos inadequados e melhora a priorização das atividades. Sem uma taxonomia clara, históricos ficam dispersos e análises se tornam imprecisas.
Do ponto de vista da confiabilidade, a taxonomia possibilita analisar falhas por sistema, função ou tipo de equipamento. A organização de ativos industriais permite identificar padrões recorrentes, comparar desempenho entre ativos equivalentes e apoiar análises como causa raiz e comportamento de falhas.
Além disso, indicadores como MTBF e MTTR dependem diretamente da correta associação entre eventos e ativos. Uma hierarquia de equipamentos industriais bem definida garante que esses indicadores sejam calculados de forma consistente, aumentando a confiabilidade dos dados usados na tomada de decisão.
Em resumo, a taxonomia de ativos industriais cria a base necessária para uma manutenção mais estruturada e para análises de confiabilidade sustentadas por dados coerentes e comparáveis.
Quais padrões e normas são usados na taxonomia de ativos industriais
A definição de uma taxonomia de ativos industriais consistente costuma se apoiar em padrões e normas reconhecidos, que ajudam a padronizar estruturas, terminologias e critérios de classificação. O uso dessas referências reduz ambiguidades e facilita a comparação de dados entre plantas, unidades e sistemas.
Entre os referenciais mais utilizados está a ISO 14224, amplamente aplicada em ambientes industriais para padronizar a classificação de ativos, sistemas e eventos de falha. Essa norma fornece uma base para estruturar hierarquias funcionais e apoiar análises de confiabilidade e manutenção.
Outros padrões corporativos e setoriais também influenciam a organização de ativos industriais, especialmente quando há integração com sistemas CMMS, EAM e ERP. Nessas situações, a taxonomia precisa estar alinhada às exigências dos sistemas, garantindo consistência entre cadastro, hierarquia e indicadores.
É importante destacar que as normas não devem ser copiadas de forma literal. Elas servem como referência estrutural, devendo ser adaptadas à realidade operacional, ao nível de maturidade da gestão e aos objetivos da manutenção e confiabilidade.
Assim, o uso de padrões e modelo de classificação de ativos industriais baseado em normas contribui para maior padronização, interoperabilidade entre sistemas e qualidade dos dados utilizados na gestão de ativos.
Como estruturar uma taxonomia de ativos industriais na prática
A estruturação de organização de equipamentos industriais começa pela definição clara do objetivo da gestão. Antes de criar níveis ou categorias, é essencial entender como os dados serão usados na manutenção, na confiabilidade e nos sistemas de gestão.
O primeiro passo é definir a estrutura hierárquica de ativos, decompondo a planta em níveis lógicos e analisáveis. A hierarquia deve refletir o processo produtivo e permitir análises por sistema e função.
Exemplo de hierarquia de ativos industriais
| Nível hierárquico | Exemplo prático |
| Planta | Planta industrial |
| Área | Utilidades |
| Sistema | Sistema de ar comprimido |
| Equipamento | Compressor |
| Componente | Motor elétrico |
Essa estrutura hierárquica de ativos permite analisar falhas, custos e desempenho tanto no nível do sistema quanto do equipamento.

Em seguida, é necessário padronizar a classificação de ativos industriais, garantindo que equipamentos com a mesma função sigam os mesmos critérios, independentemente da localização.
Exemplo de classificação de equipamentos semelhantes
| Tipo de ativo | Critério de classificação | Exemplo |
| Motor elétrico | Potência | Até 10 kW |
| Motor elétrico | Tipo de acionamento | Direto |
| Motor elétrico | Aplicação | Acionamento de bomba |
Esse modelo evita classificações subjetivas e facilita a comparação entre ativos equivalentes.
Outro ponto essencial é alinhar a organização de ativos industriais aos sistemas CMMS, EAM e ERP. A hierarquia e a classificação devem ser iguais em todos os sistemas. Quando um ativo muda de nível ou critério entre sistemas, os dados deixam de ser comparáveis.
Por fim, a taxonomia deve ser documentada e governada. Novos ativos precisam seguir a hierarquia e os critérios existentes, garantindo consistência ao longo do tempo.
Erros comuns ao definir a taxonomia de ativos e classificar equipamentos industriais
Mesmo quando existe uma estrutura definida, alguns erros recorrentes reduzem o valor da taxonomia de ativos industriais. A seguir, os principais problemas observados na prática, com exemplos claros de cada um.
Misturar critérios físicos, funcionais e de processo
Esse erro ocorre quando diferentes critérios são usados sem regra clara dentro da hierarquia.
Exemplo: um compressor é classificado pelo local físico no primeiro nível (“Casa de máquinas”) e, em outro nível, por função (“Geração de ar comprimido”).
Isso impede comparar compressores instalados em áreas diferentes, pois eles não compartilham a mesma lógica de classificação.
Criar hierarquias profundas demais
Hierarquias excessivamente detalhadas dificultam o uso operacional e aumentam erros de cadastro.
Exemplo: estruturar um ativo como planta → área → sistema → subsistema → equipamento → subconjunto → componente → subcomponente.
Na prática, esse nível de detalhe raramente é usado na manutenção e torna o cadastro lento e confuso.
Falta de padronização das nomenclaturas
Quando não há padrão de nomes, ativos iguais passam a ser tratados como diferentes.
Exemplo: motores elétricos cadastrados como “Motor 5 CV”, “Motor elétrico 5HP” e “Motor 3,7 kW”.
Embora sejam equivalentes, os históricos de falhas e custos ficam fragmentados, dificultando análises comparativas.
Não alinhar a taxonomia aos sistemas de gestão
A taxonomia perde valor quando não é aplicada da mesma forma em todos os sistemas.
Exemplo: no CMMS o compressor é tratado como equipamento, enquanto no ERP ele aparece como sistema.
Isso impede cruzar dados de manutenção, custos e desempenho entre os sistemas.
Ausência de governança da taxonomia
Sem regras claras, a estrutura se degrada ao longo do tempo.
Exemplo: novos ativos são cadastrados sem seguir a hierarquia existente, criando níveis paralelos ou classificações improvisadas.

Com o tempo, a taxonomia deixa de refletir a realidade operacional da planta.
Evitar esses erros é fundamental para que a taxonomia de ativos industriais permaneça consistente, útil para análise e sustentável ao longo do tempo.
Quando revisar ou atualizar a taxonomia de ativos industriais?
A taxonomia de ativos industriais não é estática. Ela deve ser revisada sempre que a estrutura atual deixa de representar corretamente a realidade operacional ou passa a limitar análises e decisões.
Mudanças na estrutura da planta
Sempre que há expansão, redução ou reconfiguração da planta, a taxonomia deve ser avaliada.
Exemplo: criação de uma nova linha de produção ou incorporação de uma nova área operacional exige a inclusão desses ativos na hierarquia existente, mantendo os mesmos critérios de classificação.
Introdução de novos tipos de equipamentos
A entrada de tecnologias ou equipamentos diferentes pode exigir ajustes na taxonomia.
Exemplo: a inclusão de inversores de frequência em sistemas antes compostos apenas por acionamento direto pode demandar novos critérios de classificação para motores e sistemas elétricos.
Mudanças na estratégia de manutenção ou confiabilidade
Quando a estratégia evolui, a taxonomia precisa acompanhar.
Exemplo: ao migrar de manutenção corretiva para manutenção baseada em confiabilidade, torna-se necessário revisar a hierarquia para permitir análises por sistema, função ou modo de falha.
Dificuldade recorrente na análise de dados
Se indicadores, relatórios ou históricos deixam de responder às perguntas da gestão, isso pode indicar problemas na taxonomia.
Exemplo: dificuldade em comparar falhas entre equipamentos equivalentes pode sinalizar uma classificação inadequada ou inconsistência na hierarquia.
Crescimento de exceções e cadastros fora do padrão
O aumento de ativos cadastrados como exceção é um sinal claro de deterioração da estrutura.
Exemplo: uso frequente de categorias genéricas como “outros” ou “diversos” indica que a taxonomia não está mais adequada e precisa ser revisada.
Revisar a hierarquia da ativos industriais no momento certo evita retrabalho, preserva a qualidade dos dados e garante que a estrutura continue apoiando a gestão, a manutenção e a confiabilidade ao longo do tempo.
Para finalizar
Uma taxonomia de ativos industriais bem estruturada é a base para dados confiáveis, análises consistentes e evolução da manutenção e da confiabilidade. Quando essa estrutura é pensada desde o início, ela evita retrabalho, reduz ambiguidades e sustenta decisões mais precisas ao longo do tempo.
Para empresas que desejam avançar nesse nível de maturidade, a ABECOM oferece a estruturação de taxonomia de ativos industriais como parte do seu modelo de contrato de manutenção preditiva. Nesse formato, a taxonomia é desenvolvida de forma integrada aos objetivos da manutenção, aos sistemas de gestão e à realidade operacional da planta.
Esse modelo permite que a organização dos ativos não seja tratada como um projeto isolado, mas como um elemento estrutural contínuo, alinhado à estratégia de confiabilidade e à geração de valor a partir dos dados industriais.
Se quiser entender como essa abordagem pode se aplicar ao seu contexto, vale aprofundar essa conversa com nossos especialistas que já integram taxonomia, dados e manutenção preditiva no dia a dia industrial.











