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Gestão de ativos industriais o que é? Por que é importante fazer?

gestão de ativos

Com objetivo de alcançar maior eficiência operacional, melhores resultados financeiros e obter certificações internacionais, as empresas não podem deixar de lado a gestão de ativos industriais.

Nesse sentido, é uma estratégia indispensável no planejamento geral da organização. Por isso, ganha forma e requisitos com a norma ABNT NBR ISO 55000.

Para muitas indústrias o sistema de gestão de ativos é a próxima fronteira na criação de valor, pois diminui riscos e reduz os custos operacionais. Pode até alavancar os negócios das empresas de forma eficiente e sustentável ao longo do tempo.

Continue a leitura e veja como a gestão de ativos é uma ferramenta importante para as organizações.

O que é um ativo industrial?

Um ativo industrial são todos os bens tangíveis (bens materiais) de uma indústria. Estão na empresa, nos setores ou nas instalações. Por exemplo, máquinas, equipamentos, móveis, etc. Assim, os ativos industriais têm um valor real para a empresa (atual ou a longo prazo).

Ativos intangíveis como, por exemplo: marca, modelos, projetos, protótipos, licenças, know-how, franquias, direitos autorais, capital intelectual, patentes, softwares, desenvolvimento de tecnologias, carteira de clientes, equipe qualificada, entre outros; não estão nessa abordagem.

Gestão de ativos o que é?

A gestão de ativos é o conjunto de atividades coordenadas que busca gerar valor com os ativos físicos da empresa. As práticas equilibram os custos, oportunidades e riscos, e melhoram a performance do ativo para alcançar o resultado desejado. 

Qual o objetivo da gestão de ativos?

Nesse sentido podemos dizer que a função da gestão de ativos é estabelecer políticas e objetivos principalmente para apoiar a entrega de um plano estratégico organizacional visando atender as expectativas das partes interessadas.

Por que a gestão de ativos industriais é importante?

No que diz respeito a bens físicos, como máquinas e equipamentos, a gestão de ativos industriais pode garantir maior disponibilidade e eficiência operacional. Dá aos gestores confiabilidade nos processos produtivos.

Assim, pode-se obter melhores resultados em toda cadeia produtiva e proporcionar o lucro. Certamente esse é o principal objetivo de uma empresa.

Os principais benefícios da gestão de ativos físicos para a indústria, são:

  1. Reduz as paradas não programadas por quebras inesperadas;
  2. Aumenta a confiabilidade e disponibilidade do ativo;
  3. Com isso, melhora a eficiência produtiva;
  4. Reduz custos de manutenção, operacionais e de capital;
  5. Aumenta a segurança do trabalho;
  6. Fornece informações precisas para a tomada de decisão;
  7. Reduz a depreciação dos equipamentos;
  8. Melhora desempenho financeiro da empresa;
  9. Contribui para a empresa cumprir seu planejamento estratégico.

Contudo, existem desafios para a manutenção industrial implementar práticas que visem a confiabilidade das máquinas e equipamentos. A manutenção reativa (corretiva) ainda é uma realidade nas empresas.

Para a gestão de ativos na manutenção trazer o resultado que se espera é preciso uma mudança cultural no planejamento estratégico das empresas.

Ou seja, é necessário que as empresas tenham a visão dos ativos e do valor que eles podem gerar ao negócio, sem que isso exclua a tradicional visão sobre produtos e clientes.

Veja o vídeo do Coffee Break SKF College, com convidados especiais da SGS Academy.

Importância da integridade dos equipamentos.

A integridade dos equipamentos é o que garante a plena produtividade planejada. Desse modo, tem relação com a conservação das características físicas e estruturais dos componentes nas máquinas.

Sobretudo para atender as especificações e parâmetros definidos em projeto.

Cuidar da integridade dos ativos de uma empresa, permite garantir o processo produtivo com qualidade. Além disso, cumprir os custos pré-definidos da operação.

Por isso, a gestão de ativos industriais se mostra como uma prática importante. Com ela a empresa é capaz de analisar riscos, avaliar custos, prevenir e antecipar falhas, reduzir gargalos de produção e trazer melhorias no processo. 

Assim, a gestão dos ativos na manutenção foca em boas práticas que contribuem na eficiência dos equipamentos. Sobretudo garantir a confiabilidade dos ativos com ações preventivas e preditivas de manutenção.

Entenda melhor como isso se dá.

Gestão de ativos Manutenção e confiabilidade.

Gestão de ativos na manutenção e confiabilidade são conceitos estritamente relacionados. Fundamentais para garantir a eficiência dos equipamentos.

Dessa forma, temos que a confiabilidade de um ativo se baseia na probabilidade de um sistema ou componente cumprir sua função em determinado período.

Assim, quanto maior a confiabilidade, menor probabilidade de ocorrer uma falha.

Contudo, para garantir isso, depende de um conjunto de ações que acompanhem os resultados dos ativos, é aí que entra a gestão de ativos na manutenção.

Para reduzir as falhas e aumentar a eficiência global das máquinas (OEE) é obrigatório monitorar os equipamentos.

Uma vez que a empresa faz o controle de ativos, ela pode analisar todo o ciclo de vida de um equipamento. 

Mas, é preciso ter entendimento técnico, usar fundamentos de engenharia de confiabilidade e ferramentas de qualidade adequadas à gestão de manutenção. 

Portanto, a gestão dos ativos industriais sustenta e dá suporte à confiabilidade dos ativos na manutenção industrial.

Manutenção preditiva e os Ativos.

Identificar o estado que se encontram os ativos, estabelecer os limites de segurança e avaliar a periodicidade de ajustes, tudo isso é possível se a empresa aplicar a manutenção preditiva.

Este tipo de manutenção permite perceber a probabilidade de falhas dos componentes antes de sua falha funcional.

Dessa forma, a lógica da manutenção se inverte. Deixa de atuar nas ações corretivas que produzem paradas não programadas de produção, atrasos e ineficiência produtiva; para atuar de forma proativa.

Adotar a manutenção preditiva na gestão do ativos é garantir que a empresa reduza custos. Em outras palavras, aumentar a vida útil dos componentes, reduzir os reparos emergenciais e otimizar as horas da equipe.

Portanto, tudo isso se concretiza em ganhos reais para a empresa.

Por onde iniciar a gestão do ativos na manutenção industrial?

Associações e entidades como ABRAMANAssociação Brasileira de Manutenção e Gestão de Ativos; e ISO (International Organization for Standardization) definem normas e procedimentos técnicos que estabelecem uma gestão abrangente e aperfeiçoam o sistema de gestão para todos os tipos de ativos físicos das empresas. Entre elas a ISO 55000 e a PAS 55.

E para o controle de ativos industriais ser eficiente, a empresa precisará definir bem o plano de manutenção. Ele guiará as ações para prevenir a deterioração dos ativos em uso, gerenciará os riscos de falhas e garantirá a disponibilidade do equipamento.

Ou seja, é a relação entre o que deve ser feito e o resultado planejado.

Dessa forma, para um bom controle dos ativos é preciso realizar um bom plano de manutenção. 

Para isso ser efetivo, antes de tudo, a gestão de ativos na manutenção deve definir o nível de criticidade dos ativos de acordo com as suas funções e em relação à importância que eles têm para a operação contínua dentro da cadeia produtiva. 

Esta avaliação permitirá definir melhor as estratégias e alocar os recursos de manutenção para garantir a disponibilidade dos equipamentos mais críticos, reduzindo seu tempo de inatividade não planejado.

Considera fatores como o custo de um equipamento parado, as perdas de produção, a frequência de falhas e o tempo de reparo necessário.

Um dos principais métodos para criar uma Matriz de Criticidade é o método ABC. Ele indica o grau de importância de um equipamento, o tamanho do impacto que um defeito nele pode causar para a empresa, a frequência de falhas e o nível de dificuldade para detectar a falha.

Saiba mais em nosso artigo sobre Matriz de Criticidade e Método ABC.

Quais as melhores práticas de gestão de ativos?

As melhores práticas para uma boa gestão de ativos se resumem em 7 etapas:

  1. Ter cultura de que a máquina é um ativo que gera valor para a empresa;
  2. Fazer gestão da manutenção (ela não serve só para consertar, mas para prevenir falhas também); 
  3. Implementar um bom plano de gestão de manutenção;
  4. Escolher indicadores que mensuram e permitam uma boa gestão;
  5. Treinar periodicamente as equipes operacionais e de manutenção;
  6. Elaborar e revisar os procedimentos;
  7. Utilizar tecnologia no monitoramento (sensores e IoT).

O valor da informação na Gestão de Ativos.

Ter um plano de manutenção preditivo significa prevenir a deterioração de desempenhos dos ativos e altos custos de operação. Assim como, ter os menores riscos de falhas.

Porém, não basta ter os dados. É preciso organizá-los e acompanhar tudo que já foi feito. Somente assim será possível uma gestão de qualidade.

De que adianta saber as falhas que mais ocorrem, se não souber o momento de intervir?

Assim, os gestores precisam de ferramentas de monitoramento que coletem as informações dos equipamentos ou componentes, em tempo real.

Mas antes disso, algumas ações são necessárias:

  • avaliar as condições dos ativos;
  • elaborar uma matriz de criticidade para cada equipamento (com prioridades)
  • ter um programa de manutenção preventiva;
  • documentar as ações;
  • programar os serviços de maneira automática e otimizada;
  • desenvolver uma base de dados dos ativos, com suas informações técnicas para acompanhar os serviços realizados;
  • investir em ferramentas de qualidade, processo e gestão.
  • usar tecnologia;

Gestão de ativos como valor estratégico.

Para que a gestão de ativos entregue valor, é preciso definir objetivos e indicadores-chave de desempenho dos ativos ou sistemas. Mas, para isso, devem estar subordinados à manutenção.

De modo que a gestão estratégica direcione para gestões compartilhadas. Ou seja, realizar em conjunto gestão financeira x de operações x e qualidade.

Como resultado, implica num compromisso de melhoria contínua na organização.

Porém, isso nem sempre é algo fácil de se alcançar com tantos departamentos envolvidos.

Uma saída para isso é buscar em um único parceiro o fornecimento de Produtos x Serviços de Preditiva x Planos de Gestão de Lubrificação.

Então, terá as técnicas aplicadas a seu favor. Ao final, conseguirá:

  • Subsídio para tomada de decisão de investimento em equipamentos ou ativos;
  • Melhores serviços e saídas de produção;
  • Redução de custos de capital em peças e de manutenção;
  • Aumento de segurança das pessoas e processos;
  • Aumento de disponibilidade do ativo;
  • Alinhamento a padrões mundiais de confiabilidade e economia circular.

A tecnologia para gestão dos ativos.

Para fecharmos o assunto sobre gestão de ativos na manutenção industrial, temos a tecnologia.

Seja no uso de software ou hardware, ela permite que os gestores tenham o maior número de informações sobre o desempenho de seus equipamentos.

Além disso, permite obter automaticamente os dados em tempo real. Dessa forma, consegue-se fazer uma gestão dinâmica.

Com plataformas de gerenciamento de ativos, os setores de manutenção têm o suporte para processamento e interpretação dos dados para garantir a integridade mecânica dos equipamentos.

Por exemplo, a tecnologia na gestão e controle de ativos em sistemas rotativos permite, por exemplo, a calcular o consumo de lubrificante, lubrificar na quantidade correta, analisar vibrações em rolamentos e mancais, aumento da temperatura de trabalho, prever falhas prematuras e registrar todo o histórico das análises.

Resumindo, gerenciar os ativos com uso de softwares e hardware é mais confiável e traz uma série de benefícios.

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