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Indicadores de manutenção: confira os 7 principais para usar em sua empresa.

indicadores de manutenção

Indústrias de modo geral, dependem de máquinas. Seja na produção ou utilidades. Nesse sentido, máquina parada é sinônimo de produção parada. Por isso, indicadores de manutenção são uma necessidade para monitorar a disponibilidade dos equipamentos e garantir o bom desempenho.

Se você trabalha no setor de manutenção, sabe muito bem o quanto importante é mensurar resultados com métricas relevantes ao desempenho e ter dados confiáveis.

Aquilo que não se mede, não se gerencia.

Apresentaremos no artigo de hoje os 7 principais indicadores de manutenção que você pode implementar na sua empresa. Dessa forma, pode otimizar seus processos de modo a aumentar a eficiência e produtividade.

Você verá:

  • O que é um indicador de manutenção?
  • Uso de indicadores para análise de objetivos
  • O que é o método SMART?
  • Tipos de indicadores de manutenção
  • MTBF
  • MTTR
  • Availability ou Disponibilidade de ativo
  • Confiabilidade de ativo
  • Backlog
  • MPd
  • MP

Vamos começar pelo conceito base.

O que é um indicador de manutenção?

Indicadores de manutenção são um conjunto de dados coletados e organizados em informações que visam mensurar o funcionamento dos processos, disponibilidade e confiabilidade dos equipamentos.

Também chamados KPIs (Key Performance Indicators) os indicadores permitem elaborar análises para aumentar a eficiência e a produtividade de uma empresa.

Simplificando, podemos defini-los como modelos gerenciais que auxiliam na prevenção de falhas e problemas que impactem na disponibilidade dos equipamentos na manutenção.

Uso de indicadores para análise de objetivos

Antes de tudo, vamos refletir um pouco sobre a frase: “Aquilo que não se mede, não se gerencia”.

A empresa (ou setor) que não medir os resultados de seu desempenho, perderá competitividade e qualidade em seus processos.

Além disso, quando se trata de uma indústria as máquinas e equipamentos são o coração da produção. A produtividade está entre os principais objetivos que garantem níveis de custos competitivos.

Portanto, deve-se medir para poder analisar. Depois disso, buscar alternativas para melhorar o desempenho.

No entanto, há que se considerar alguns pontos: o que medir? Como medir? Para que medir? Como apresentar?

Os gestores devem definir isso muito bem. Do contrário, os indicadores serão apenas números em um relatório. Não servirão para nada, a equipe e os colaboradores não vão saber usar as informações.

Para não cair nesse problema, recomendamos utilizar um dos métodos mais conhecidos para avaliar o uso de um indicador. O método SMART.

método smart

O que é o método SMART?

SMART é uma sigla em inglês, cuja as iniciais significam:

  • Specific (Específico): em que KPI deve seguir uma lógica clara e objetiva;
  • Measurable (Mensurável): ele deve ser quantificável. De preferência, expressa em números;
  • Achievable (Alcançável): não adianta definir metas impossíveis. O objetivo deve estar ao alcance de quem executa;
  • Realistic (Realista): para quem vai executar e para a empresa, ou seja, definir indicadores que realmente sejam úteis para os objetivos pretendidos;
  • Timely (Em tempo): com tempo previamente definido para atingir as metas.

Tipos de indicadores de manutenção

Cada empresa pode adotar mais de um tipo de indicador, isso depende de seus objetivos. Há empresas que usam mais de um e até elaboram outros.

No entanto, os indicadores de manutenção mais comuns são:

1. MTBF (Mean Time Between Failures)

MTBF é o tempo médio entre falhas. Indica a média de tempo total de bom funcionamento entre as falhas de um equipamento. Portanto, trata-se de um indicador de manutenção que permite mensurar a confiabilidade da máquina.

Dessa forma, quanto maior o resultado do cálculo do MTBF, maior é a confiabilidade.

Para encontrar o MTBF, o cálculo é feito subtraindo o tempo total de manutenção (parada) do tempo total de disponibilidade (funcionamento). Depois disso, divide-se pelo número de paradas realizadas. Assim, você terá o tempo médio entre falhas de um equipamento.

MTBF = (TD – TM) / P

2. MTTR (Mean Time To Repair)

MTTR ou tempo médio para reparos, mensura o tempo médio que a equipe de manutenção leva para devolver a máquina em funcionamento. Ou seja, é um indicador de manutenção para avaliar a capacidade da equipe em corrigir uma falha.

Por isso, ao contrário do MTBF, quanto menor o MTTR, melhor.

Para calcular o MTTR você deve somar os tempos de reparo em cada parada e dividir pela quantidade de paradas.

MTTR = (Tp1 + Tp2 … + Tpn) /nP

3. A – Availability ou Disponibilidade de ativo

Disponibilidade é a capacidade de um equipamento ou sistema ter condições de executar suas funções em um dado instante, ou intervalo de tempo.

Ou seja, é o tempo que a máquina está disponível para funcionar, conforme o programado.

Este é o maior objetivo na gestão de manutenção. Logo, quanto maior este valor, melhor.

O cálculo da disponibilidade é realizado da seguinte maneira:

D = MTBF / (MTBF + MTTR) x 100 %

4. Confiabilidade de ativo

Confiabilidade é a probabilidade de um componente desempenhar sua função de acordo com as condições de operação e durante um intervalo específico de tempo. Sobretudo um intervalo de tempo futuro.

indicador de manutenção - confiabilidade

Onde:

λ = taxa de falhas = 1/MTBF

t = tempo (deve estar na mesma base do cálculo do MTBF)

e= número e Euler = 2,7182

5. Backlog

O backlog é o tempo de mão de obra necessário para realizar todos os serviços atuais, ou seja, a soma das atividades pendentes.

Em outras palavras, é a soma da carga horária dos serviços planejados, programados, executados e pendentes do setor.

Com este indicador podemos ver a relação entre a demanda de serviços e a capacidade de atendê-los.

Backlog é o somatório dos valores de Homem-Hora atribuídos às ordens de serviços planejadas, pendentes, programadas e executadas, dividido pelo valor total do nosso Homem-Hora disponível.

No entanto, deve-se considerar apenas o tempo produtivo dos colaboradores. Afinal, eles não trabalham 100% do tempo no chão de fábrica. Então, devemos descontar a improdutividade, ociosidade e desperdícios de tempo durante a jornada de trabalho.

Por isso, antes de calcular o backlog, mensure o fator de produtividade da sua equipe.

Cálculo do Backlog:

(Soma total das horas das OS`s panejadas + pendentes + programadas + executadas) / horas disponíveis

Onde:

Horas disponíveis = hora total * fator de produtividade

Por exemplo, a soma de horas de uma equipe é de 440h e a produtividade é de 62%. Logo, as horas disponíveis serão 440 * 0,62 = 272,8h.

Se o total de horas das OS`s é de 1080h, o seu Backlog é:

1080 / 272,8 = 3,95

6. MPd – Cumprimento dos planos de manutenção preditiva

O cálculo do MPd mostra se o plano de manutenção preditiva é cumprido ou não.  Resulta das tarefas programadas nesse plano divididas pelas ações realizadas.

Para ter um percentual, o resultado deve ser multiplicado por 100. Ou seja:

MPd = tarefas do plano de manutenção preditiva / ações programadas do plano * 100

7. MP – Cumprimento dos planos de manutenção preventiva

O MP é o cálculo que se refere à manutenção preventiva. O objetivo também é verificar o percentual das tarefas realizadas.

Para o cálculo do MP, temos que:

MP = tarefas de manutenção preventiva / ações agendadas do plano * 100

A importância do uso de indicadores de manutenção

Toda empresa que busque otimizar seus processos e melhorar os resultados da sua produção deve usar indicadores de manutenção.

São ferramentas que facilitam a apresentação das informações e torna mais claro os objetivos propostos.

Como resultado de um bom planejamento e acompanhamento, sua empresa terá maior eficiência.

Os indicadores apresentados nesse artigo são instrumentos que auxiliam os gestores a tomarem melhores decisões.

No entanto, há um ponto importante. Sua empresa deve implementar um plano de manutenção para garantir a disponibilidade dos seus equipamentos. Sem ele, os indicadores de manutenção não trarão nenhum benefício.

Principais benefícios da gestão por indicadores

Veja os ganhos que sua empresa pode ter ao usar indicadores na gestão.

  • Analisar informações em tempo real;
  • Tomar decisões assertivas (operacionais, gerenciais ou estratégicas);
  • Projetar resultados para curto, médio e longo prazo;
  • Facilita o cálculo de custos na manutenção industrial;
  • Transparência na condução dos processos;
  • Identificar estratégias eficientes para a solução de problemas;
  • Identificar pontos de melhorias;
  • Direcionar a equipe para o planejamento definido.

Como resultado, sua empresa uma visão ampla e integrada do desempenho dos processos.

Entretanto, não confunda indicador com meta. Apesar de parecerem iguais, não são a mesma coisa.

Meta é o que se quer atingir, onde se quer chegar. O indicador é o dado quantitativo, ou métrica, que mostra a performance do seu processo.

 

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