ROLAMENTOS E SOLUÇÕES EM MANUTENÇÃO INDUSTRIAL
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O que significa folga C3 em rolamentos?

calibrador de folga em rolamentos classe c3

Folga C3 em rolamentos é a folga interna levemente maior que a folga normal. A seleção da folga interna de um rolamento deve ser feita com muito cuidado, considerando os ajustes de eixo e alojamento.

Alguns fabricantes recomendam que para operações de acima de 80°C, a folga aplicada deverá ser a classe C3.

Quando o rolamento trabalha com a sua folga interna fora do especificado, uma das consequências é o superaquecimento. Por isso é importante saber calcular a folga interna ideal para seu projeto.

Umas das classes de folga mais importantes é a C3. Se você quer saber um pouco mais sobre ela e porque a folga em rolamentos é importante, confira agora nosso artigo.

O que significa C3 no código dos rolamentos?

Quando surge na especificação do rolamentofolga C3” isso simboliza a primeira categoria de folga maior que a Normal.

Isso significa que o valor máximo desta folga é superior ao valor máximo da classe de folga normal.

Além da C3 há outras classificações de folgas: C1, C2, C4 e C5.

Esta folga se enquadrando ao Grupo 3 da classe de folga ISO.

Estas especificações ocorrem porque o rolamento precisa de uma folga operacional ou uma pré-carga apropriada para um funcionamento satisfatório.

E quando as condições de montagem e funcionamento diferem das normais previstas são necessários rolamentos com folga interna maior ou menor que a Normal.

Já que a Normal é definida como a folga interna inicial adequada aos ajustes de eixo e de mancal realizados em condições normais de montagem e funcionamento.

 

– O que quer dizer tudo isso?

Se não ficou claro para você então dá uma olhada nos próximos tópicos.

 

Quais os tipos de folga em rolamentos?

Temos que a folga interna de um rolamento é o espaçamento milimétrico entre as esferas e o anel externo.

Esta que também é ramificada como folga interna axial ou radial.

Caracterizadas pela distância total em que um anel se move em relação ao outro.

  • Folga axial: distância milimétrica entre a esfera/rolo e o anel externo do rolamento.
  • Folga radial: é a distância deslocamento entre o anel interno do anel externo.

Deve-se ter uma folga interna suficiente para sua operação considerando as perdas por ajuste no eixo, mancal e pela dilatação térmica do calor gerado.

Existem duas classificações de folgas para rolamentos.

Uma classe é definida pela própria ISO e divide as folgas em 5 grupos:

Classificação de folga ISO Folga interna
Grupo 2 < Normal
Grupo N Folga Normal
Grupo 3 > Normal
Grupo 4 > Grupo 3
Grupo 5 > Grupo 4

 

A outra é a designação feita pelos próprios fabricantes.

Eles seguem o mesmo princípio, mas atribuem sufixos de designação a cada categoria de folga interna diferente da Normal.

Veja a tabela abaixo:

Classificação de folga pelo Fabricante Folga interna
C1 < C2
C2 < Normal
CN Normal
C3 > Normal
C4 > C3
C5 > C4

 

Exemplo:

Consideraremos um rolamento rígido de esferas com diâmetro interno de Ø100 mm.

Este apresentará as seguintes características:

Folga radial normal antes da montagem:

  • mínima = 0,1 mm
  • máxima: 0,135 mm

Redução da folga radial:

  • mínima = 0,05 mm
  • máxima: 0,07 mm

Folga normal residual admissível após a montagem:

  • Normal: 0,05 mm

 

Estes valores de folgas são encontrados nos catálogos dos fabricantes sendo diferenciados por cada tipo e aplicação do rolamento.

Por que acontece a folga no rolamento?

A folga projetada para o rolamento está diretamente ligada à sua aplicação e a temperatura operacional que o mesmo atingirá. Pois, há uma diferença entre a folga inicial e a folga operacional.

Quando falamos sobre a existência de folga em um rolamento devemos pensar em 3 estágios: folga inicial; folga de montagem; folga operacional.

  1. Folga Inicial: é a de folga interna de fabricação que o rolamento possui antes de sua montagem.
  2. Folga de montagem: trata-se da folga que o rolamento apresentará após a montagem nos eixos, mancais ou buchas.
  3. Folga operacional: refere-se a folga interna considerando o alcance da temperatura operacional estável e dilatações térmicas de emprego do rolamento.

 

Geralmente os rolamentos são montados com um certo ajuste de interferência de mancal e eixo ocasionando a redução do espaçamento interno.

Outro fator que gera redução de folga é a expansão do anel interno ou compressão do externo.

Há também a pré-carga como outra condicionante que pode ser adotada para emprego do rolamento.

Ela é apropriada para condições de alto grau de rigidez ou controle de posição e quando houver carga externa muito leve ou nenhuma.

Para tais casos aplica-se a pré-carga medida como uma força ou um torque de atrito na montagem.

Isto assegura uma carga mínima de trabalho para o rolamento.

Por isso é tão importante entender as condições de alojamento, arranjo e temperatura de trabalho para designar uma folga interna adequada nos padrões ofertados.

Qual é a importância da folga interna no rolamento?

Entender a importância da folga interna é um grande diferencial de produtividade de seus maquinários.

Realizar um estudo quanto a uma pré-carga ou folga operacional influência diretamente no esforço por atrito, no tamanho da zona de carga e na resistência à fadiga.

Uma folga interna bem definida significa elevar a vida útil do rolamento e reduzir uma série de fatores, como:

  • Vibrações internas;
  • Ruido
  • Fadiga;
  • Intertravamento do rolamento;
  • Superaquecimento;
  • Esforço para rotação de eixos;

 

Então o correto é ter o rolamento com uma folga operacional levemente positiva. É preciso então assegurar que o seu rolamento tenha uma folga inicial mínima para que ao final de sua montagem o espaçamento final seja igual ou superior que a mínima folga operacional exigida.

Considerando a ocorrência da redução pelos efeitos de montagem e outros fatores.

Para realizar um estudo adequado, considere os seguintes fatores:

  1. Redução de folga por ajustes;
  2. Redução de folga pela dilatação térmica no equilíbrio de temperatura entre o eixo, os anéis do rolamento;
  3. Designar uma folga interna inicial mínima necessária;
  4. Considerar a redução da folga por outras influências;
  5. Atenção ao diferencial de folgas inicial, intermediária e final (pré-montagem, pós-montagem e operacional).

Isso permitirá uma escolha apropriada de qual classe de folga utilizar.

Demostraremos alguns exemplos de aplicações na tabela abaixo:

Equipamento: Necessidade: Folga selecionada:
Pequenos motores elétricos Reduzir vibração e ruído C2
Eixos de trens Carga elevada ou impacto C3
Eixo de bomba Bombeio de fluido a temperatura de 80°C C3
Motores de tração de veículos ferroviários Carga com direção indeterminada, ambos anéis com ajuste apertado C4
Eixo de cilindros de laminadores Ambos anéis instalados com folga C2

Tabela de folga de rolamentos

Medida Nominal
do diâmetro
interno do rolamento d
Folga radial antes da montagem Redução da
folga radial
Deslocamento
axial
conicidade 1:12
Deslocamento
axial
conicidade 1:30
Mínima folga residual
admissível após a
montagem
Grupo de folga
maior
que
mm
até
inclusive
mm
Normal C3 C4 Bucha Bucha Grupo de folga
min.
mm
max.
mm
min.
mm
max.
mm
min.
mm
max.
mm
min.
mm
max.
mm
min.
mm
max.
mm
min.
mm
max.
mm
Normal C3 C4
mm mm mm
30 40 0.035 0.05 0.05 0.065 0.065 0.085 0.02 0.025 0.35 0.45 0.015 0.025 0.04
40 50 0.045 0.06 0.06 0.08 0.08 0.1 0.025 0.03 0.45 0.5 0.02 0.03 0.05
50 65 0.055 0.075 0.075 0.095 0.095 0.12 0.03 0.04 0.5 0.7 0.025 0.035 0.055
65 80 0.07 0.095 0.095 0.12 0.12 0.15 0.04 0.05 0.7 0.85 0.025 0.04 0.07
80 100 0.08 0.11 0.11 0.14 0.14 0.18 0.045 0.06 0.75 1 1.8 2.4 0.035 0.05 0.08
100 120 0.1 0.135 0.135 0.17 0.17 0.22 0.05 0.07 0.8 1.2 2 2.8 0.05 0.065 0.1
120 140 0.12 0.16 0.16 0.2 0.2 0.26 0.065 0.09 1.2 1.5 2.8 3.6 0.055 0.08 0.11
140 160 0.13 0.18 0.18 0.23 0.23 0.3 0.075 0.1 1.3 1.7 3.1 4.2 0.055 0.09 0.13
160 180 0.14 0.2 0.2 0.26 0.26 0.34 0.08 0.11 1.4 1.9 3.3 4.6 0.06 0.1 0.15
180 200 0.16 0.22 0.22 0.29 0.29 0.37 0.09 0.13 1.5 2.2 3.6 5 0.07 0.1 0.16
200 225 0.18 0.25 0.25 0.32 0.32 0.41 0.1 0.14 1.7 2.4 4.2 5.7 0.08 0.12 0.18
225 250 0.2 0.27 0.27 0.35 0.35 0.45 0.11 0.15 1.8 2.6 4.6 6.2 0.09 0.13 0.2
250 280 0.22 0.3 0.3 0.39 0.39 0.49 0.12 0.17 2 2.9 4.8 6.9 0.1 0.14 0.22
280 315 0.24 0.33 0.33 0.43 0.43 0.54 0.13 0.19 2.2 3.2 5.2 7.7 0.11 0.15 0.24
315 355 0.27 0.36 0.36 0.47 0.47 0.59 0.15 0.21 2.6 3.6 6.2 8.4 0.12 0.17 0.26
355 400 0.3 0.4 0.4 0.52 0.52 0.65 0.17 0.23 2.9 3.9 6.8 9.2 0.13 0.19 0.29
400 450 0.33 0.44 0.44 0.57 0.57 0.72 0.2 0.26 3.4 4.4 8 10.4 0.13 0.2 0.31
450 500 0.37 0.49 0.49 0.63 0.63 0.79 0.21 0.28 3.6 4.8 8.4 11.2 0.16 0.23 0.35
500 560 0.41 0.54 0.54 0.68 0.68 0.87 0.24 0.32 4.1 5.4 9.6 12.8 0.17 0.25 0.36
560 630 0.46 0.6 0.6 0.76 0.76 0.98 0.26 0.35 4.4 5.9 10.4 14 0.2 0.29 0.41
630 710 0.51 0.67 0.67 0.85 0.85 1.09 0.3 0.4 5.1 6.8 12 16 0.21 0.31 0.45
710 800 0.57 0.75 0.75 0.96 0.96 1.22 0.34 0.45 5.8 7.6 13.6 18 0.23 0.35 0.51
800 900 0.64 0.84 0.84 1.07 1.07 1.37 0.37 0.5 6.3 8.5 14.8 20 0.27 0.39 0.57
900 1000 0.71 0.93 0.93 1.19 1.19 1.52 0.41 0.55 7 9.4 16.4 22 0.3 0.43 0.64
1000 1120 0.78 1.02 1.02 1.3 1.3 1.65 0.45 0.6 7.6 10.2 18 24 0.32 0.48 0.7
1120 1250 0.86 1.12 1.12 1.42 1.42 1.8 0.49 0.65 8.3 11 19.6 26 0.34 0.54 0.77
OBS: Os valores de redução de folga somente são válidos para eixos maciços de aço e para eixos ocos, cujo furo não seja maior do que a a metade do diâmetro do eixo. Eng. de Aplicação

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