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Ciclo de vida de ativos industriais: entenda as fases e sua importância.

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Todo ativo industrial passa por fases desde sua aquisição até sua disposição final. O processo de gerenciamento em cada uma das etapas é chamado de gestão do ciclo de vida de um ativo. É fundamental para qualquer indústria fazer a gestão eficiente desse ciclo, de modo a garantir o uso eficiente dos recursos, a sustentabilidade financeira e a segurança das operações. 

Você conhece quais as fases do ciclo de vida de um ativo e as atividades que devem ser realizadas em cada uma delas?

No artigo de hoje vamos mostrar e explicar em detalhes tudo que você precisa saber sobre a gestão do ciclo de vida dos ativos! Pronto para começar?

Quais são as etapas envolvidas no ciclo de vida de um ativo?

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O ciclo de vida do ativo industrial é composto por quatro fases principais: Aquisição, Implantação, Operação e Desativação. Cada uma dessas fases tem suas próprias características e desafios, que devem ser gerenciados de forma adequada para garantir a eficiência e a produtividade ao longo da vida útil do equipamento.

Confira em detalhes o que compreende cada uma das etapas do ciclo de vida do ativo industrial.

Aquisição

A primeira etapa do gerenciamento do ciclo de vida de ativos é a aquisição. Essa fase envolve a seleção do equipamento adequado para atender às necessidades da empresa, levando em consideração fatores como custo, qualidade, desempenho e durabilidade. 

É importante realizar uma análise cuidadosa das opções disponíveis no mercado, bem como das necessidades específicas da empresa, para garantir que o equipamento escolhido seja o mais adequado para o processo.

Implantação

Após a aquisição, o próximo passo é a implantação do equipamento. Nessa fase, o equipamento é instalado e configurado de acordo com as especificações do fabricante, bem como com as necessidades da empresa. 

Nesta etapa do ciclo de vida de ativos industriais é importante garantir que o equipamento seja instalado corretamente e de acordo com as normas de segurança, para evitar acidentes e garantir a eficiência do equipamento.

Operação

Esta fase inicia após a instalação e comissionamento do ativo e se estende por toda a sua vida útil até que seja decidido pela sua desativação ou substituição. Durante a operação, o ativo cumpre a função para a qual foi projetado, seja em processos de produção, geração de energia, etc.

A duração desta fase pode variar dependendo do tipo de ativo, das condições de operação, da eficácia da manutenção e de atualizações ou melhorias realizadas ao longo do tempo.

É importante ficar claro que na gestão do ciclo de vida dos ativos industriais a manutenção é integrada à fase de operação por várias razões estratégicas e práticas.

Por isso, um ponto muito importante desta fase é a escolha de estratégias de manutenção proativas que visam garantir o bom funcionamento do equipamento e evitar falhas que possam levar a paralisações e prejuízos para a empresa.

Desativação

Por fim, a última etapa da gestão de ativos e seu ciclo de vida é a desativação. Ou seja, quando o equipamento é retirado de operação e pode ser descartado, vendido ou reformado. 

Nesta fase deve-se garantir que o equipamento seja descartado de forma adequada, seguindo as normas ambientais e de segurança, para evitar danos ao meio ambiente e riscos para a saúde dos funcionários.

Vale destacar que na desativação também é importante considerar o descarte adequado dos componentes substituídos ao final de sua vida útil. A reciclagem e o reaproveitamento destes materiais podem reduzir o impacto ambiental e promover a economia circular.

gerenciamento do ciclo de vida de ativos

Qual fase é a mais longa no gerenciamento do ciclo de vida de ativos?

A fase de operação, pois além de ser o período em que o ativo vai cumprir sua função, ela compreende todas as ações de manutenção que o ativo necessita como, por exemplo: inspeções regulares, reparos, substituições de componentes desgastados e outras atividades para garantir que o ativo continue operando conforme o esperado

A manutenção pode ser preventiva, preditiva ou corretiva, e sua eficácia tem um impacto direto na disponibilidade, confiabilidade e no custo total de propriedade (TCO) do ativo.

Uma vez que a operação e manutenção se estendem por toda a vida útil do ativo, que pode ser de várias décadas, dependendo do ativo em questão, elas são as mais longas dentre as etapas do ciclo de vida do ativo industrial. 

Qual é a importância do gerenciamento do ciclo de vida para a otimização de ativos?

O gestão do ciclo de vida de um ativo é importante para garantir que ele cumpra suas funções com o máximo de produtividade possível durante toda a sua vida útil. Além disso, a gestão de ativos industriais também é importante para garantir que o ativo seja utilizado da forma mais eficiente possível. Ela ajuda a identificar oportunidades de melhoria e ações de manutenção que podem aumentar a produtividade do ativo.

Como a manutenção impacta a no ciclo de vida de um ativo?

A manutenção industrial não é uma mera atividade para “consertar” falhas e corrigir problemas. Vai muito além disso! A evolução dos processos industriais trouxe uma nova dinâmica para as atividades de manutenção: 

As empresas devem compreender rapidamente que as atividades de um setor de manutenção devem garantir que os ativos permaneçam em pleno funcionamento durante toda a sua vida útil, com o máximo de produtividade possível e garantindo a segurança dos colaboradores e dos equipamentos.” (Rogério Rodrigues – CEO ABECOM)

etapas do ciclo de vida de um ativo

A operação do ativo fornece dados críticos para a manutenção, como padrões de desgaste, desempenho e possíveis falhas. Esta informação é vital para o planejamento e execução de estratégias de manutenção eficazes no ciclo de vida de um ativo industrial, seja preventiva, preditiva ou corretiva.

A interdependência entre operação e manutenção é tão intrínseca que separá-las completamente poderia ignorar a natureza dinâmica de como os ativos são gerenciados na prática” – complementa Rogério.

A gestão de ativos permite uma otimização contínua dos processos e procedimentos de manutenção com base no desempenho operacional do ativo. Isso possibilita ajustes proativos nas estratégias de manutenção para minimizar interrupções, reduzir custos e prolongar a vida útil do ativo.

Portanto, a manutenção não se limita apenas à conservação do ativo; ela também inclui melhorias e atualizações para aumentar a eficiência, a segurança e a sustentabilidade. Essas atividades são mais eficazmente planejadas e implementadas quando consideradas parte integrante da operação e da gestão do ciclo de vida do ativo.

Estratégias de manutenção para apoiar a gestão e inovação no ciclo de vida ativo.

Como vimos, dentre as fases do ciclo de vida de um ativo, a manutenção tem um papel importante. Suas ações impactam aspectos para além da conservação do ativo. Sua eficácia tem um impacto direto na disponibilidade, confiabilidade e no custo total de propriedade (TCO) do ativo.

Por isso, é importante que os gestores avaliem bem quais estratégias de manutenção usar e os papéis distintos, mas complementares, que elas exercem no gerenciamento do ciclo de vida dos ativos industriais. 

A escolha do tipo de manutenção vai influenciar diretamente a eficiência operacional, a confiabilidade, a segurança e a rentabilidade dos ativos. 

Monitoramento: a chave para o sucesso no ciclo de vida de ativos industriais.

O monitoramento é importante para garantir que o ativo esteja funcionando corretamente. Ele pode incluir a verificação da temperatura, da pressão e da vibração do equipamento. O monitoramento também pode ajudar a identificar problemas antes que eles se tornem graves.

A performance do ativo pode ser monitorada por meio de indicadores de desempenho, como a taxa de produção, taxa de falhas dos ativos e o tempo de inatividade

Durante a operação do ativo, se a taxa de falhas excede o esperado, isso pode indicar problemas de desempenho, manutenção inadequada ou condições operacionais adversas que precisam ser abordadas. Com base na análise da curva PF, é possível determinar o momento ideal para realizar manutenções preventivas ou preditivas, visando minimizar o risco de falhas e maximizar a disponibilidade do equipamento.

Além disso, métricas importantes na gestão do ciclo de vida de equipamentos industriais como os indicadores de manutenção MTTR, MTBF, OEE e Lost Time, vão contribuir significativamente para um monitoramento mais eficaz.

Nesse contexto, a tecnologia é cada vez mais necessária e importante para o monitoramento e gestão da manutenção do ativo. O uso de sensores, softwares de CMMS (Computerized Maintenance Management System) e IoT vão apoiar a coleta de informações reais e tomadas de decisões baseada em dados (em tempo real).

Confiabilidade na etapa de operação do ciclo de vida do ativo industrial.

Uma abordagem que integra as estratégias de manutenção de forma a otimizar o desempenho dos ativos ao longo de seu ciclo de vida é a Manutenção Centrada na Confiabilidade (MCC). Ela visa otimizar a manutenção focando na confiabilidade dos ativos críticos para o processo. De que maneira?

  1. Identificando Ativos Críticos: aqueles cujas falhas teriam maior impacto na segurança, no ambiente e na produção.
  2. Desenvolvendo Estratégias de Manutenção Customizadas: combinando manutenção preditiva, preventiva e corretiva, baseada na análise de risco e confiabilidade de cada ativo.
  3. Melhorando a Confiabilidade e Disponibilidade: minimizar falhas e otimizar o desempenho dos ativos, contribui para a sustentabilidade e eficiência operacional a longo prazo.

Utilizando a MCC para orientar as diversas estratégias de manutenção, as empresas terão oportunidades significativas para melhorar a gestão do ciclo de vida dos ativos. 

Tecnologias avançadas, como a Internet das Coisas (IoT), big data e inteligência artificial, podem ser integradas para aprimorar o monitoramento, a análise preditiva e a tomada de decisão baseada em dados, levando a uma gestão de ativos mais eficaz e inovadora.

Portanto, as estratégias de manutenção que se apoiam na manutenção centrada da confiabilidade são fundamentais para o gerenciamento eficiente das etapas do ciclo de vida dos ativos industriais, oferecendo um caminho para maximizar a confiabilidade, a eficiência e a rentabilidade dos ativos, ao mesmo tempo em que sustentam a inovação e a melhoria contínua.

De que forma a sustentabilidade pode ser integrada ao ciclo de vida dos ativos na indústria?

A plant sprouting new leaves and blossoming, symbolizing the cycle of growth and renewal in the life of an asset

A sustentabilidade é um tema cada vez mais relevante na indústria, e não é diferente quando se trata do ciclo de vida dos ativos. Integrar a sustentabilidade nesse processo pode trazer diversos benefícios, tanto para a empresa quanto para o meio ambiente.

Uma das formas de integrar a sustentabilidade é através da escolha de materiais e componentes utilizados nos ativos, revisão de processos e homologando fornecedores que também se comprometam com as ações de responsabilidade econômica, social e ambiental.

Optar por materiais mais sustentáveis, como materiais recicláveis, reaproveitáveis ou biodegradáveis, pode reduzir o impacto ambiental e promover a economia circular.

Nos processos, é importante considerar a eficiência energética dos ativos. Utilizar equipamentos que consumam menos energia e que sejam mais eficientes pode reduzir o consumo de recursos naturais e os custos operacionais da empresa.

Outra forma de integrar a sustentabilidade é através da manutenção proativa dos ativos para prolongar a vida útil dos equipamentos, reduzir a necessidade de substituí-los com frequência e evitar o descarte prematuro.

Considerações Finais

Viu só o quanto é importante gerenciar cada etapa do processo de ciclo de vida de um ativo industrial? Principalmente a etapa de operação que envolve também as estratégias de manutenção para aumentar a vida útil dos ativos e melhorar a eficiência produtiva.

A sustentabilidade é outro fator a se considerar no ciclo de vida dos ativos na indústria. Ela pode trazer diversos benefícios, tanto para a empresa quanto para o meio ambiente. Desde a escolha dos materiais até o descarte adequado, é possível reduzir o impacto ambiental e promover a economia circular, contribuindo para um futuro mais sustentável.

Como fazer isso?

Conheça a ABECOM, uma empresa especializada em manutenção de equipamentos com sistemas rotativos e maior distribuidora certificada da SKF. Somos os pioneiros na criação do REP Center (Centro de performance de equipamentos rotativos), que através da gestão de ativos visa diagnosticar falhas, reduzindo custos na operação e aumentando a confiabilidade.

Quer saber como a ABECOM pode contribuir para aumentar a produtividade e confiabilidade de seus equipamentos? 

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