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Downtime: o que é? Quais as consequências? Como evitar?

downtime - tempo de inatividade de máquinas e equipamentos

A manutenção é uma parte fundamental para o bom funcionamento de qualquer indústria. No entanto, um dos maiores desafios enfrentados por empresas é o downtime – período em que os equipamentos ficam indisponíveis.

A inatividade das máquinas e equipamentos causa prejuízos financeiros, afeta a produção e a eficiência. Por isso é importante tomar medidas para minimizá-la.

A pesquisa The True Cost of Downtime 2022, da Senseye, mostrou que as empresas listadas na Fortune 500 tiveram uma perda de 11% do seu volume anual de negócios por conta dos equipamentos indisponíveis.

Neste artigo, você vai entender o que é downtime, suas causas e como reduzir seu impacto na indústria. Continue a leitura do artigo e descubra como manter sua produção fluindo.

O que é downtime?

Downtime é traduzido como tempo de inatividade. Ou seja, é o período de interrupção da operação de uma máquina ou sistema. Existem dois tipos:

  • Planejado: é quando a parada é programada para realização de manutenções preventivas ou mudanças de equipamentos;
  • Não planejado: é causado por falhas inesperadas em máquinas, interrupções de energia ou outros imprevistos que afetam a continuidade da produção.

Quais são as causas de um downtime?

Entre os principais fatores que causam o tempo de inatividade em equipamentos na indústria, podemos citar:

1. Problemas de manutenção.

Eles podem causar paradas não planejadas, resultando em interrupções na produção e perda de tempo e dinheiro. A falta de manutenção preventiva, por exemplo, pode levar a falhas mecânicas ou elétricas nos equipamentos.

Além disso, equipamentos antigos ou adaptados para as tarefas podem apresentar mau funcionamento e precisar de mais tempo de manutenção.

2. Gerenciamento inadequado.

Os problemas de gerenciamento incluem, entre outras coisas, a falta de planejamento de manutenção adequado, a insuficiência de recursos e a má gestão de equipes. 

Os gestores também podem exigir que a equipe de manutenção adote uma estratégia de manutenção reativa. Provocando ainda mais as paradas não programadas.

3. Falhas na logística e infraestrutura.

Problemas de logística como atrasos na entrega de matérias-primas ou interrupções no transporte de produtos acabados podem afetar a produção e levar a interrupções. 

Também pode haver problemas no abastecimento de energia, devido a blackouts ou instabilidade na rede elétrica. Eles podem danificar equipamentos.

Além disso, condições climáticas extremas, como tempestades, inundações ou secas, podem interromper a produção ou interferir na entrega de insumos.

4. Falta de treinamento adequado.

Se os funcionários não estiverem devidamente capacitados para desempenhar suas funções, os erros podem si causar a inatividade das máquinas.

Na operação, por exemplo, a falta de treinamento pode levar à execução inadequada das tarefas, causando defeitos. Na manutenção, a inatividade também pode ter origem nos erros durante os reparos.

A instalação de um equipamento novo também exige um treinamento específico. Erros de instalação podem provocar problemas futuros.

5. Problemas com normas e legislação.

Mudanças normativas como na legislação ambiental ou em normas técnicas e de segurança podem afetar a produção e levar a interrupções. Elas podem até mesmo fechar uma operação temporariamente, consequentemente, deixar os equipamentos indisponíveis.

Como calcular o downtime?

O downtime é calculado como um percentual, que indica por quanto tempo um equipamento ficou inativo em relação ao número de horas programadas para trabalhar. Assim:

Fórmula do Downtime = (Tempo de inatividade ÷ Tempo previsto total de operação) x 100%

Por exemplo, se um equipamento opera por 200 horas em um mês e está parado por 10 horas devido a falhas ou manutenção, o cálculo seria de:

Tempo de inatividade = (10 horas ÷ 200 horas) x 100% = 5%

Esse cálculo pode ser feito para uma única máquina ou para uma linha de produção inteira, dependendo da necessidade. A ideia é ter uma compreensão do tempo efetivo de produção em relação ao tempo perdido devido a interrupções.

O downtime também se relaciona com outras métricas de manutenção, como a MTTR (mean time to repair), MTBF (mean time between failures) e OEE (overall equipment effectiveness).

Downtime e MTTR

O MTTR é a medida do total de tempo gasto para se reparar um equipamento, dividido pelo número de reparos.

MTTR = Tempo total de manutenção ÷ Número de reparos

Sendo assim, o aumento do MTTR é um indicativo de aumento de inatividade.

Downtime e MTFB

O MTBF indica o tempo médio que um equipamento leva antes de precisar de um novo reparo. Sua fórmula é dada por:

MTBF = Tempo total de funcionamento ÷ Número de reparos

Neste caso, o aumento do MTBF indica uma diminuição do tempo em que o equipamento está parado em manutenção, ou seja, redução do downtime.

Downtime e OEE

O OEE é a eficiência global de equipamentos, que é dada pelo produto de três fatores:

OEE(%) = Disponibilidade X Desempenho X Qualidade (%)

Todos os valores são dados em percentuais. A disponibilidade é uma medida do tempo de operação, enquanto o desempenho se refere à quantidade ou velocidade com que algo é produzido, e a qualidade trata de defeitos.

O downtime está ligado à disponibilidade, pois um aumento do primeiro diminui a segunda, ou seja, o aumento do tempo de inatividade impacta negativamente a OEE.

Custo do tempo de inatividade

O verdadeiro custo causado por paradas não planejadas devem incluir dois tipos de fatores:

  • Diretos: mão-de-obra, peças, e insumos gastos;
  • Indiretos: valor dos produtos que deixaram de ser produzidos por causa do tempo de inatividade.

Assim, os gestores de manutenção podem ter uma real dimensão financeira dos impactos dos equipamentos indisponíveis. Esses dados são muito importantes para justificar os valores que devem ser investidos em manutenções preventivas e preditivas, por exemplo.

Quais são os problemas causados pelo downtime?

O tempo de inatividade pode causar problemas em várias áreas de uma empresa, como:

  • Produção: a parada de um equipamento pode afetar toda uma linha de produção, impedindo que as metas sejam atingidas;
  • Qualidade: descontinuidade entre os setores da produção, podendo afetar diretamente a qualidade do produto final;
  • Logística: pode ser afetada dos dois lados. Além do atraso na entrega de produtos para os clientes, a inatividade dos equipamentos pode levar ao acúmulo de insumos no estoque por eles não estarem abastecendo a linha;
  • Financeira: são referentes aos gastos diretos com manutenção, além das perdas com as vendas interrompidas ou até multas em caso de atraso de entrega para um cliente;
  • Pessoal: ficar com equipamentos parados causa pressão extra no pessoal de manutenção pela necessidade de rapidez no reparo do equipamento. A parada também pressiona o pessoal da produção, que pode se ver forçado a correr para compensar o tempo de inatividade;
  • Segurança: a necessidade de compensar as perdas por conta dos equipamentos parados pode levar ao negligenciamento da segurança por parte dos colaboradores para haver ganho de produtividade;
  • Imagem: ela pode ficar prejudicada perante os clientes, principalmente se as frequentes inatividades dos equipamentos causarem atraso ou diminuição da qualidade dos produtos entregues.

Como reduzir ou eliminar o downtime?

Aqui estão algumas estratégias para reduzir ou eliminar o downtime na indústria:

1- Cuidados com o setor de manutenção.

Um bom plano de manutenção, que dê enfoque nas manutenções preventiva e preditiva reduzem muito o tempo de inatividade dos equipamentos.

A equipe de manutenção deve usar as melhores tecnologias para fazer o monitoramento constante de seus equipamentos. Também deve-se ter um plano claro sobre o que fazer em caso de falhas em equipamentos críticos.

2- Parceria entre gestores e manutenção.

A alta cúpula de gestão da empresa precisa entender as necessidades do setor de manutenção. Dessa forma, os recursos empregados em manutenções planejadas passam a ser vistos como investimentos, e não como gastos.

O relatório citado anteriormente, The True Cost of Downtime 2022, também estima que o monitoramento das condições dos equipamentos e a prática de manutenção preditiva podem levar a um aumento de 6% em produtividade e uma redução de 40% dos custos totais de manutenção.

Também é preciso que haja uma gestão eficiente de recursos na outra ponta, com a colaboração dos operadores de manutenção no uso de materiais.

3- Robustez de logística e infraestrutura.

A empresa deve diversificar seus fornecedores e rotas de entrega para minimizar o impacto de atrasos ou interrupções de fornecimento.

Também deve haver planos de contingência para lidar com interrupções de energia, desastres naturais ou outros eventos imprevistos.

4- Treinamento adequado.

O pessoal de manutenção deve ser treinado para identificar e resolver rapidamente problemas em equipamentos ou processos.

A empresa também deve adotar práticas de segurança rigorosas para minimizar o risco de acidentes ou interrupções devido a violações de segurança.

5- Atenção às normas e legislações.

Toda atenção deve ser dada às normas que regulamentem as atividades da empresa, desde normas técnicas até as legislações ambiental e de segurança do trabalho.

As consequências por desobedecer às normas podem ser graves levando a longas paradas na produção, ou até ao fechamento de um setor ou empresa. Por isso, é importante que todos estejam bem treinados em relação às normas que devem seguir.

Elimine o tempo de inatividade dos equipamentos com as soluções da Abecom!

A inatividade e é uma questão crítica para a indústria, pois pode resultar em uma série de problemas na produção, financeiros, logísticos, e até na reputação da empresa. 

Para evitar esses problemas, é importante implementar medidas como o uso de estratégias proativas de manutenção, treinamento dos colaboradores e monitoramento constante dos equipamentos.

Por isso você pode contar com a Abecom. Somos uma empresa especializada em soluções de manutenção industrial e podemos te ajudar a identificar e resolver problemas relacionados à produtividade, disponibilidade e eficiência de sistemas rotativos. Entre em contato conosco para saber mais!

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