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ISO 55000: Norma sobre Gestão de Ativos. Qual sua importância para a Manutenção.

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A norma ISO 55000 é um conjunto de diretrizes essenciais para a gestão estratégica de ativos em indústrias

Com foco na maximização do valor dos ativos ao longo de seu ciclo de vida, a norma ISO 55000 proporciona uma base sólida para tomadas de decisão embasadas em evidências, considerando aspectos técnicos, financeiros e operacionais.

Sua implementação auxilia na redução de riscos, otimização de custos e obtenção de vantagem competitiva.

Ao longo deste artigo, discutiremos a definição de ativo, a essência da ISO 55000, sua importância para a gestão de ativos industriais e como ela apoia a manutenção eficiente. Confira agora os benefícios da implementação dessa norma em sua empresa.

O que é um ativo?

Antes de mergulharmos na norma ISO55000, é crucial compreender o que exatamente significa o termo \”ativo”. No contexto empresarial, ativo refere-se a qualquer recurso tangível ou intangível que possui valor econômico e é controlado por uma organização

Os ativos tangíveis são ativos materiais como equipamentos e instalações físicas. Já os ativos intangíveis não são materiais, como por exemplo propriedade intelectual, marcas registradas e reputação.

O que é a norma ISO 55000? Do que se trata?

A norma ISO 55000, intitulada “Gestão de Ativos – Visão Geral, Princípios e Terminologia“, é um conjunto de diretrizes internacionais que orientam a gestão estratégica de ativos. 

Seu objetivo é otimizar o valor dos ativos ao longo de seu ciclo de vida, considerando aspectos técnicos, financeiros, operacionais e impactos ambientais e sociais

A norma promove uma abordagem baseada em evidências, com ênfase na transparência, responsabilidade e integração dos ativos com a estratégia organizacional. 

Ao seguir as diretrizes da ISO 55000, as empresas podem obter benefícios como otimização do desempenho dos ativos, redução de custos operacionais e minimização dos riscos de falhas

Qual a importância da norma ISO 55000 para o sistema de gestão de ativos integrado?

A norma ISO 55000 desempenha um papel fundamental na implementação de um sistema de gestão de ativos integrado eficiente. Ao adotar suas diretrizes, as organizações podem alcançar uma série de benefícios significativos.

Ela fornece uma estrutura consistente e abrangente para a gestão dos ativos, ajudando as empresas a estabelecer políticas claras, processos documentados e procedimentos padronizados. 

Além disso, a ISO 55000 incentiva a tomada de decisões embasadas em evidências, apoiando-se em dados e informações concretas para aquisição, operação, manutenção e descarte de ativos.

A integração dos ativos com a estratégia organizacional também é um ponto-chave abordado pela norma. Ela destaca a importância de alinhar os objetivos de negócio com a gestão dos ativos, resultando em uma abordagem mais coerente e uma melhor alocação de recursos.

Quais são os benefícios trazidos pela ISO 55000?

Veja a seguir as principais vantagens obtidas por empresas que adotam a ISO 55000:

  • Padronização das práticas de gestão de ativos;
  • Tomada de decisões embasadas em evidências e dados concretos;
  • Redução de riscos e maximização do valor dos ativos;
  • Melhoria na eficiência operacional e otimização do desempenho dos ativos;
  • Alinhamento estratégico dos ativos com os objetivos de negócio;
  • Transparência e responsabilidade na gestão dos ativos;
  • Melhor alocação de recursos e redução de custos operacionais;
  • Maior conformidade com regulamentações e requisitos legais;
  • Melhoria contínua dos processos de gestão;
  • Vantagem competitiva e sustentabilidade organizacional.

Esses benefícios destacam a importância da ISO 55000 como uma referência sólida para a gestão integrada dos ativos, proporcionando resultados positivos tanto no curto quanto no longo prazo. 

ISO 55000 e a Manutenção

Na busca pela gestão eficiente de ativos de acordo com a norma ISO 55000, diversas técnicas de manutenção desempenham um papel fundamental. Vejamos algumas delas e como contribuem para alcançar os objetivos da norma:

  • Manutenção Preventiva: A adoção da manutenção preventiva visa a realizar inspeções, testes e intervenções planejadas de forma regular. Essa técnica contribui para a maximização do valor dos ativos, pois identifica e corrige problemas antes que se tornem falhas críticas. Dessa forma, evita paradas não planejadas, reduz custos com reparos emergenciais e prolonga a vida útil dos ativos;
  • Manutenção Preditiva: A manutenção preditiva utiliza técnicas de monitoramento e análise de dados para identificar sinais de desgaste ou falhas em potencial nos ativos. Com base nessas informações, é possível tomar medidas antes que ocorram falhas, evitando interrupções indesejadas na produção, minimizando os riscos de danos aos ativos e reduzindo custos com reparos;
  • Manutenção Centrada em Confiabilidade (RCM): A RMC busca determinar as estratégias de manutenção mais adequadas para cada ativo, considerando seus modos de falha, impactos, consequências e custos associados. Essa abordagem permite direcionar os esforços de manutenção para as áreas de maior risco e criticidade, otimizando a utilização dos recursos e aumentando a confiabilidade dos ativos;
  • Manutenção Baseada na Condição (MBdC): A MBdC monitora continuamente as condições dos ativos por meio de tecnologias e ferramentas de análise, como medições de vibração, termografia, análise de óleo, entre outras. Com isso, é possível identificar a necessidade de intervenções de manutenção com base no estado real dos ativos, permitindo uma manutenção mais precisa, eficiente e oportuna;
  • Gestão de Riscos: A gestão de riscos na manutenção consiste em identificar, avaliar e mitigar os riscos associados à operação dos ativos. Essa abordagem envolve a análise sistemática dos riscos potenciais que podem afetar a confiabilidade, segurança e desempenho dos ativos. Ao identificar os principais riscos, é possível implementar medidas preventivas e corretivas para reduzir sua probabilidade de ocorrência e minimizar seus impactos negativos.

O que é ISO 55000 trás de padronização para a gestão da manutenção?

A norma ISO55000 estabelece diretrizes para padronizar a gestão dos ativos, incluindo a gestão da manutenção. Isso inclui a padronização de processos, procedimentos, políticas e indicadores chave de desempenho (KPIs)

Ao adotar este tipo de abordagem na gestão da manutenção, as organizações podem melhorar a comunicação, facilitar o compartilhamento de conhecimento e estabelecer uma base sólida para a melhoria contínua. 

Como implementar a gestão de ativos segundo a norma ISO 55000?

É importante ressaltar que a norma ISO 55000 não descreve um processo específico para a implementação da gestão de ativos, mas sim um sistema que abrange diversos elementos inter-relacionados

Para implementar a gestão integrada de ativos industriais, de acordo com a ISO 55000, é necessário considerar os seguintes elementos:

1. Contexto da organização

O primeiro passo é entender o ambiente em que os ativos estão inseridos. Isso inclui os objetivos do negócio, as metas de produção, os riscos operacionais, as exigências legais, as expectativas das partes interessadas e as condições reais de operação dos equipamentos.

Na prática, a empresa precisa responder: quais ativos sustentam a operação? Quais têm maior impacto na produção, segurança, qualidade, meio ambiente e custos?

2. Liderança e responsabilidades

A gestão de ativos não deve ficar restrita à manutenção. Ela precisa envolver diretoria, engenharia, operação, suprimentos, segurança, qualidade e financeiro.

A alta liderança deve definir diretrizes, responsabilidades e critérios para que as decisões sobre aquisição, operação, manutenção, reforma e substituição de ativos estejam alinhadas aos objetivos estratégicos da empresa.

3. Política de gestão de ativos

A política de gestão de ativos estabelece a orientação geral da empresa sobre como os ativos devem ser gerenciados. Ela funciona como um direcionador para decisões técnicas e econômicas ao longo do ciclo de vida dos equipamentos.

Essa política deve deixar claro o compromisso da organização com desempenho, confiabilidade, disponibilidade, segurança, controle de riscos e otimização de custos.

4. Planejamento da gestão de ativos

Depois da política, é necessário transformar as diretrizes em planos práticos. Isso envolve definir objetivos, indicadores, critérios de criticidade, planos de manutenção, estratégias de reposição, orçamento, recursos necessários e prioridades de intervenção.

Nessa etapa, a empresa deve estruturar planos considerando todo o ciclo de vida do ativo, desde a aquisição até o descarte.

5. Gestão de riscos dos ativos

A ISO 55000 orienta que a gestão de ativos seja baseada em risco. Por isso, é necessário identificar quais falhas podem comprometer a operação e quais consequências elas podem gerar.

Equipamentos com maior impacto na produção, segurança, meio ambiente ou custo devem receber maior atenção. Isso permite priorizar recursos e evitar que a manutenção seja conduzida apenas por urgência ou histórico de quebras.

6. Informações e dados dos ativos

A gestão de ativos depende de informações confiáveis. A empresa precisa manter dados atualizados sobre cadastro técnico, histórico de falhas, planos de manutenção, custos, sobressalentes, condição operacional, vida útil, disponibilidade, MTBF, MTTR e demais indicadores de desempenho.

Sem dados consistentes, a gestão tende a se apoiar em percepção, experiência individual ou decisões reativas.

7. Operação e manutenção dos ativos

A implementação também exige a execução das estratégias definidas. Isso inclui manutenção preventiva, preditiva, corretiva planejada, inspeções, lubrificação, análise de falhas, gestão de sobressalentes, padronização de procedimentos e controle das intervenções.

O objetivo é manter os ativos em condição adequada para cumprir sua função requerida, com maior previsibilidade e menor exposição a falhas inesperadas.

8. Avaliação de desempenho

A empresa deve acompanhar se os ativos estão entregando o resultado esperado. Para isso, é necessário monitorar indicadores como disponibilidade, confiabilidade, custo de manutenção, reincidência de falhas, backlog, cumprimento da programação, OEE e custo do ciclo de vida.

Essa avaliação permite identificar desvios, corrigir estratégias e comprovar se a gestão de ativos está gerando valor para o negócio.

9. Melhoria contínua

A gestão de ativos segundo a ISO 55000 não é um projeto pontual. Trata-se de um sistema permanente de melhoria.

Com base nos dados coletados, nas falhas analisadas e nos resultados obtidos, a empresa deve revisar planos, eliminar causas recorrentes, ajustar estratégias de manutenção, melhorar processos e evoluir continuamente a maturidade da gestão dos ativos industriais.

Dessa forma, a implementação da gestão de ativos deixa de ser apenas uma iniciativa da manutenção e passa a funcionar como uma prática integrada de gestão industrial, conectando desempenho operacional, controle de riscos, confiabilidade dos equipamentos e resultado financeiro.

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Contamos com um time de mais de 70 técnicos focados na engenharia de confiabilidade, além de toda a expertise de sermos um distribuidor SKF certificado para serviços.

Além disso, contamos com um banco de dados em nuvem para armazenar e analisar dados essenciais, fornecendo insights valiosos para otimizar a eficiência de seus equipamentos.

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