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As correias tornaram-se usuais com o advento da Revolução Industrial. Foram usadas para transferir movimento giratório, independente da origem da rotação, seja eólica, seja manual, seja a vapor, ou mais modernamente, de motor elétrico. As tarefas de transporte logo se tornaram essenciais, e as correias planas se prestaram para a tarefa. Sendo planas, sempre estavam sujeitas a deslizar e escapar do enlace, colocando fora de combate o esquema funcional, o que geralmente paralisava a produção, reduzindo a eficiência, canalizando todo o esforço para a recuperação das condições de trabalho.

Correias em V

Nasceram no início do século XX, conjuntamente com as polia com canaletas. São as canaletas que impedem que correias em V escapem do enlace, ao mesmo tempo que possibilitam reduzir ou ampliar torque e rotação, sem risco de torcedura.

As polias viabilizam redução ou aumento de rotação, com alteração de torque inversamente proporcional. Evidentemente, existem limitações no tocante à relação, assim como restrições quanto ao perímetro mínimo de correia que deve permanecer em contato com cada polia. Geralmente, uma das polias é projetada com alguma mobilidade, de modo a fazer o papel de esticador, mas quando o perímetro de contato entre polia e correia corre o risco de se reduzir em demasia, uma alternativa técnica possibilita a adoção de uma terceira polia, perfazendo o papel de esticador, enquanto contorna as polias que compõem a transmissão. A escolha de um comprimento adequado de correia: aliado ao diâmetro correto da polia esticadora possibilita contornar no mínimo 50% dos perímetros das duas polias.

Um dos cuidados no cálculo da redução (ou ampliação) é evitar trabalhar com relações maiores do que 1:3 (3:1), devido ao risco de escorregamento da correia. Um modo de contornar esta restrição é usar redutores (ou ampliadores) em série: a polia intermediária de fato é montada num mesmo eixo de um segundo redutor (ampliador). Igual a qualquer dispositivo, o conjunto apresenta desvantagens, tendendo a acumular bandas mortas e reduzindo a eficiência.

Escorregamento

Esse é um dos fatores de desgaste das correias, que vitrifica lhes a superfície, esturrica a superfície de contato e a torna quebradiça, encurtando a vida útil. As correias dependem do atrito com as polias para cumprir suas funções, mas é no ato do afastamento da polia que a fricção entre polia e correia ocorre. Sua durabilidade é estudada para assegurar um correlação viável entre custo, benefício e período em manutenção. Uma correia frouxa em demasia não apenas escorregará constantemente sobre a polia tratora, mas também irá vibrar durante o trajeto entre polias, o que propaga o escorregamento para a outra polia. Isto desgasta excessivamente também as polias. A tensão correta é especificada pelo fabricante, e deve ser verificada preferencialmente com dinamômetro, minimizando a vibração. Uma correia demasiado esticada também aumenta o atrito do desligamento correia-polia, promovendo desgaste de ambas, além de sacrificar os mancais e rolamentos dos eixos, eventualmente deformando os mesmos, potencializando rachaduras e danos maiores ao equipamento.

Correias múltiplas

Aplicadas sobre polias com canaletas múltiplas, estas correias não apenas aumentam a área de aderência em relação à obtida com uma multiplicidade de correias individuais: simplificam o controle do tensionamento, e asseguram menor escorregamento mútuo.

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