Tambores para Correias Transportadoras

Tambores para Correias Transportadoras Abecom

Correias transportadoras cobrem necessidades variadas, conforme o porte e o peso das cargas, e principalmente a largura e a extensão da cinta. Quanto maior a área de cinta, mais atrito poderá ocorrer com a mesa, e o mesmo ocorre com a massa depositada na esteira.

Contradição

Se, por um lado, espera-se um coeficiente de atrito baixo, entre a cinta e a mesa, por outro, o índice de atrito da cinta com os tambores deve ser mais que suficiente para tracionar a esteira plenamente carregada. A aparente contradição pode ser resolvida através de cuidados técnicos, não apenas na concepção, como na manutenção (leia-se lubrificação) periódica do equipamento. Um dos modos de reduzir o atrito com a mesa consiste de substituí-la por uma sequência cerrada de cilindros transversais roletados, simplificado deslizamento.

Caso se opte pela manutenção de mesa estática (monobloco), o arrasto devido ao atrito tem de ser compensado com potência adicional, e pode se reverter em durabilidade menor da cinta. A mesa monobloco proporciona estabilidade para a carga, além de impactar bem menos nos custos do equipamento, estar menos sujeita a defeitos, e representar menor peso no conjunto final.

Tambores

Embora uma esteira demande no mínimo um tambor de tração, um segundo tambor de tração (tambor de retorno) é algo a se considerar, desde que o sistema consiga sincronizar o par, visando integridade mecânica e economia de energia. Um terceiro tambor fará a função de esticador, absorvendo as variações dimensionais, dispersas segundo curva gaussiana, uma vez que cintas não devem apresentar dimensões críticas, e tendem a sofrer alongamentos durante a vida útil. Um modo de sincronismo consiste de acionar os dois motores, equipados com encoder, e conectá-los a inversores; havendo entrada de sincronismo, um conjunto fica escravizado ao outro segundo uma proporção de avanço, que arbitrariamente, neste caso, deve ser fixa em 1:1.

Apoiados sobre mancais, embuchados ou roletados, são os tambores que irão assegurar as reações aos esforços provenientes da correia, e do torque oriundo do motor elétrico. Um dos modos de se obter atrito adequado entre a cinta e o tambor, é pelo uso de revestimentos aderidos, que podem ser de borracha, ou via placas encaixáveis, via ranhuras longitudinais ou inclinadas, ou ainda, compostos de aço ou inóx escovado ou jateado.

Centralização

Para assegurar que a cinta se mantenha centrada, aproveita-se o tensionamento longitudinal da cinta: os tambores são usinados com diâmetro central ligeiramente menor que o dos externos, como se fossem dois cones truncados idênticos aglutinados pela face menor. A integridade da correia força a acomodação do centro da cinta para o ponto de menor distensão, no centro do tambor. Outro modo de se obter o efeito consiste de usar tambores de apoio subdivididos, cada um, em três tambores, distribuídos segundo formação trapezoidal: a correia irá procurar a condição de tensionamento mínimo, rigorosamente no centro geométrico longitudinal.

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